Nuvem Vermelha - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 150 x 200 cm. 2012

Formas XI - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 87 x 55 cm. 2012

Flutuante XV - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 150 x 200 cm. 2012

Florescer em Marte - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 150 x 150 cm. 2012

Sem título - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 115 x 145 cm (cada). 2011

Cielo I, Cielo II (Díptico) - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 170 x 500 cm. 2012

Azul - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 150 x 200 cm. 2012

Yellow Storm - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 180 x 230 cm. 2012

Paisagem Brasileira - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 145 x 240 cm. 2010

Sem título - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 144 x 240 cm. 2012

O Bicho Azul - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. Ø 150 cm. 2010

A Flor - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. Ø 150 cm. 2012

Díptico - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 150 x 150 cm. 2011

Sem título - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 151 cm Ø. 2012

Azul Terra - Gilvan Nunes

Óleo sobre linho. 200 x 166 cm. 2012

 

Janela: o respingo entre o desejo e a escusa.
por Bernardo Mosqueira
 
Pelas telas desta série apresentada na SIM Galeria em Setembro de 2012 são ofertados aos nossos olhos organismos vivos em fantasia. Se eles vêm de uma terra distante, se formam os diversos ecossistemas de um planeta desconhecido ou se cada trabalho recorta a vista de um mundo ou universo distinto, não nos é dado saber. Mas também não nos é impedido.
Usando muitas camadas de tinta e diversas sequências e variações da técnica subtratora do esgrafito, Gilvan cria formas cujas superfícies apresentam ondas de frequências das mais diversas e estruturas que explanam ornamentos sequenciais. Estes podem se assemelhar a estruturas fisiológicas reais como hifas, halos, caules, cílios, pelos, estrias, curvas, linhas, verrugas, gametas, escamas, rugas etc..
No tal espetáculo cotidiano da pintura, Gilvan pinta como quem faz música com o corpo: Alterna momentos quase silenciosos de calma e sutileza com o pequeno pincel à mão canhota e o rosto próximo à tela com surtos explosivos em que, a metros da pintura, enfia, descontroladamente, pincéis gastos em potes lotados de tinta, lançando seus multicoloridos dardos oleosos sobre a pintura.
Se parecem, na tela pronta, esporos de seres vistos e desconhecidos, aqui, eles são esporos de conhecido e não visto Gilvan, que comunica assim. Respinga-se na tela no desejo desesperado e fantástico de que ela respingue, da maneira possível, no observador.

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