Sem título, 2021

tecido e alfinetes

51 x 41 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

116 x 102 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

116 x 102 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

116 x 102 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

51 x 41 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

65 x 80 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

65 x 80 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

73 x 58 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

73 x 58 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

73 x 58 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

174 x 115 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

90 x 104 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

116 x 102 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

51 x 41 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

51 x 41 x 3 cm

Sem título, 2021

tecido e alfinetes

180 x 120 x 3 cm

 

Por um fio

 

A pesquisa têxtil que Marina Weffort vem conduzindo esmiuçadamente nos últimos anos desafia as próprias noções do tecer. Se, na tapeçaria tradicional, os fios são entrançados, cruzados e amarrados, o trabalho da artista acontece exatamente na contramão do enredamento, ao revés, a partir da extração das linhas de uma trama pré-produzida industrialmente – em geral, voile de poliéster. O desenho é o ponto de partida, realizado como projeto, ou diretamente sobre o tecido, como uma espécie de linha-guia. Depois, inicia-se o processo de desfiamento. Por um fio – esse é o limite até onde se esgarçam os trabalhos.

Por meio de procedimentos de corte e de remoção, chega-se ao extremo de uma única linha separar a estruturação da peça (em sutil equilíbrio) de seu total desmantelamento. Desse método de deduções e desfazimentos – meio planejado, meio intuitivo –, surgem dos vazios formas e padrões regulares: é na falta e na ausência que as composições ganham corpo. Um fio a mais, e perde-se toda a lógica geométrico-matemática que permeia a divisão e a subtração, engendradas minuciosamente. Weffort, desse modo, ergue pela perda, e não pela adição.

A aparente fragilidade dessas operações se tensiona com a força da resistência limiar que sustenta o trabalho, que segura a teia, que determina quando uma obra está pronta. Às vezes, só se sabe onde está esta fronteira depois que ela é ultrapassada, quando não se pode mais voltar atrás. Nesta produção, só se caminha em uma direção, sem contornos, retornos ou remendos. Há aí, portanto, um compromisso contundente da artista com seu próprio ofício, assumindo e encarando os riscos de um fazer manual que pode acabar indo longe demais e, assim, quase ser em vão. Outras vezes, há o perigo de não encontrar os vazios e ficar aquém. Mas, em geral – e e aí que reside a mágica da arte –, há aqueles momentos nos quais alcança-se o ponto perfeito e a obra se realiza no fio da navalha, entre a sucessão metódica de linha, plano e volume e a completa desorganização, em um estado marginal de entropia controlada e caos.

A artista também lança mão de um procedimento interessante da arte contemporânea, que é o de revelar formas que já existem por aí, latentes, potenciais, esperando apenas que se organizem os gestos que podem trazê-las à tona. Logo, Weffort é capaz de nos apresentar outras maneiras de ver o mundo das coisas e as coisas no mundo, desvelando camadas que não acessaríamos de outro jeito a não ser por sua interferência. Contudo, seus gestos-revelações, por entre vazios e intervalos, não são isentos de sua mediação. Ela imprime em sua obra uma busca singular pela geometria, em uma investigação inesgotável sobre as possibilidades guardadas por debaixo (ou dentro) dos panos.

 

Julia Lima

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