Carlos Cruz-Diez


(Caracas 1923 - Paris 2019)

 

Franco-venezuelano, figura chave em Arte Cinética e Op Art, Carlos Cruz-Diez morou e trabalhou em Paris desde 1960. Teórico da cor, sua pesquisa baseia-se em quatro condições cromáticas: subtrativa, aditiva, indutiva e refletiva.  Suas obras trouxeram à luz uma nova compreensão dos fenômenos cromáticos em arte, contribuindo para significativa expansão de seu universo perceptivo.

 

Em seu trabalho, Cruz-Diez demonstra que ao interagir com o observador a cor se torna realidade autônoma e em evolução, não anedótica, que evolui em tempo e espaço reais sem a ajuda da forma e mesmo sem a necessidade de suporte.   

 

Suas obras fazem parte de coleções permanentes renomadas em instituições como o Museu de Arte Moderna em Nova York, a Tate Modern em Londres, o Centro Georges Pompidou em Paris, o Museu de Artes em Houston, o Museu Wallraf-Richartz em Colônia, e o Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, entre outras.

 

Trabalhava em seu Atelier Cruz-Diez em Paris, no estúdio Articruz no Panamá, e no estúdio Cruz-Diez em Caracas, os quais, juntamente com a Fundação de Arte Cruz-Diez são responsáveis pela preservação e divulgação do trabalho e do legado do mestre.



29/09/2020 até 07/11/2020

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ID: 12478
Color Aditivo Betzaida B1, 2016
cromografia sobre alumínio
edição de 8
60 x 60 cm

Couleur Additive, 1959

As obras são baseadas na mistura óptica de duas ou mais cores que produzem novas variações cromáticas dependendo da luminosidade e da distância do observador. Ao isolar as zonas de contato entre os dois planos de cor, Cruz-Diez obtém os chamados “Módulos de eventos cromáticos” que são responsáveis, juntamente com a ativa participação do observador, pela transformação contínua da cor. A primeira obra da série foi Amarillo Aditivo (Amarelo Aditivo), de 1959. Nessas obras, muitas das cores que vemos não são aplicadas ao suporte, e variam conforme nos deslocamos e nos distanciamos da peça.

ID: 12479
Color Aditivo Cancan, 2015
cromografia sobre alumínio
edição de 8
60 x 180 cm

“Na minha obra, a cor aparece e desaparece no decorrer do diálogo que é gerado em tempo e espaço reais. Simultaneamente, parece também inquestionável que a informação obtida, assim como o conhecimento memorizado durante nossa experiência de vida, não é real… pelo menos em parte.

É ainda possível que, graças à cor, tratada por meio da ’visão primária’ e destituída de significados estabelecidos, possamos fazer despertar outros mecanismos sensivelmente mais sutis e complexos do que aqueles impostos pelo condicionamento cultural e pelo imenso volume de informação nas sociedades contemporâneas”.


Carlos Cruz-Diez

ID: 12480
Physichromie Panam 186, 2015
cromografia sobre alumínio

60 x 60 cm

Physichromie, 1959

Estruturas revelam diferentes comportamentos e condições cromáticas que se modificam conforme o deslocamento e a intensidade da luz ambiental e o observador, projetando a cor no espaço e criando uma situação dinâmica de cor aditiva, refletiva e subtrativa. Funcionam como armadilhas: um espaço onde diferentes padrões de cor interagem, transformando-se mutuamente, e gerando novas variações de cores e invadindo o espaço circunscrito entre os alinhamentos perpendiculares ao fundo da obra. O movimento do observador cria, assim, uma série de variações cromáticas que, à semelhança do que ocorre no espaço real da paisagem, se repetem incansavelmente sem ser exatamente as mesmas, pois a intensidade e a natureza da luz sobre elas jamais serão as mesmas. Por isso foram denominadas “Physicromie” (“Fisiocromia”) devido ao envolvimento da cor física ou da luz.

ID: 12481
Physichromie Panam 235, 2015
cromografia sobre alumínio

50 x 90 cm

ID: 12525
Physichromie Panam 1738, 2011
cromografia sobre alumínio
50 x 75 cm

Chromointerférence, 1965

Se um novo padrão de módulos formado por linhas negras e separado do plano de fundo for adicionado aos “Módulos de eventos cromáticos” que constituem a Cor Aditiva (Couleur Additive), uma segunda transformação ocorre e revela cores não contidas no suporte. A dificuldade de leitura produzida pela intersecção de padrões produz variações cromáticas quimicamente ausentes do suporte. Por outro lado, o deslocamento do padrão ou o observador gera movimentos de cores na direção oposta. Cruz-Diez denominou suas obras “prismas falsos” pois constituem o espectro completo de luz em dado material e suporte opaco.

Em Chormointerférences Spatiales (Cromointerferências espaciais) o padrão da cor negra materializa-se no espaço em listras elásticas alongadas ou outro material selecionado para cumprir tal função. Nessas obras, as cores ausentes do suporte não só aparecem e desaparecem, mas parecem flutuar no espaço entre as listras negras.

ID: 12482
Cromointerferência Espacial 17, 1964-2015
cromografia sobre alumínio
100 x 100 cm
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ID: 1






X
ID: 12478
Color Aditivo Betzaida B1, 2016
cromografia sobre alumínio
edição de 8
60 x 60 cm

Couleur Additive, 1959

As obras são baseadas na mistura óptica de duas ou mais cores que produzem novas variações cromáticas dependendo da luminosidade e da distância do observador. Ao isolar as zonas de contato entre os dois planos de cor, Cruz-Diez obtém os chamados “Módulos de eventos cromáticos” que são responsáveis, juntamente com a ativa participação do observador, pela transformação contínua da cor. A primeira obra da série foi Amarillo Aditivo (Amarelo Aditivo), de 1959. Nessas obras, muitas das cores que vemos não são aplicadas ao suporte, e variam conforme nos deslocamos e nos distanciamos da peça.



X
ID: 12479
Color Aditivo Cancan, 2015
cromografia sobre alumínio
edição de 8
60 x 180 cm



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ID: 3
Color Aditivo Cancan, 2015
detalhe




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ID: 5




“Na minha obra, a cor aparece e desaparece no decorrer do diálogo que é gerado em tempo e espaço reais. Simultaneamente, parece também inquestionável que a informação obtida, assim como o conhecimento memorizado durante nossa experiência de vida, não é real… pelo menos em parte.

É ainda possível que, graças à cor, tratada por meio da ’visão primária’ e destituída de significados estabelecidos, possamos fazer despertar outros mecanismos sensivelmente mais sutis e complexos do que aqueles impostos pelo condicionamento cultural e pelo imenso volume de informação nas sociedades contemporâneas”.


Carlos Cruz-Diez



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ID: 6






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ID: 12480
Physichromie Panam 186, 2015
cromografia sobre alumínio

60 x 60 cm

Physichromie, 1959

Estruturas revelam diferentes comportamentos e condições cromáticas que se modificam conforme o deslocamento e a intensidade da luz ambiental e o observador, projetando a cor no espaço e criando uma situação dinâmica de cor aditiva, refletiva e subtrativa. Funcionam como armadilhas: um espaço onde diferentes padrões de cor interagem, transformando-se mutuamente, e gerando novas variações de cores e invadindo o espaço circunscrito entre os alinhamentos perpendiculares ao fundo da obra. O movimento do observador cria, assim, uma série de variações cromáticas que, à semelhança do que ocorre no espaço real da paisagem, se repetem incansavelmente sem ser exatamente as mesmas, pois a intensidade e a natureza da luz sobre elas jamais serão as mesmas. Por isso foram denominadas “Physicromie” (“Fisiocromia”) devido ao envolvimento da cor física ou da luz.



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ID: 12481
Physichromie Panam 235, 2015
cromografia sobre alumínio

50 x 90 cm



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ID: 2
Physichromie Panam 235, 2015
detalhe


teste



X
ID: 12525
Physichromie Panam 1738, 2011
cromografia sobre alumínio
50 x 75 cm



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ID:






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ID: 4






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ID: 12482
Cromointerferência Espacial 17, 1964-2015
cromografia sobre alumínio
100 x 100 cm

Chromointerférence, 1965

Se um novo padrão de módulos formado por linhas negras e separado do plano de fundo for adicionado aos “Módulos de eventos cromáticos” que constituem a Cor Aditiva (Couleur Additive), uma segunda transformação ocorre e revela cores não contidas no suporte. A dificuldade de leitura produzida pela intersecção de padrões produz variações cromáticas quimicamente ausentes do suporte. Por outro lado, o deslocamento do padrão ou o observador gera movimentos de cores na direção oposta. Cruz-Diez denominou suas obras “prismas falsos” pois constituem o espectro completo de luz em dado material e suporte opaco.

Em Chormointerférences Spatiales (Cromointerferências espaciais) o padrão da cor negra materializa-se no espaço em listras elásticas alongadas ou outro material selecionado para cumprir tal função. Nessas obras, as cores ausentes do suporte não só aparecem e desaparecem, mas parecem flutuar no espaço entre as listras negras.



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ID: 7






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