Leonardo Finotti | Passarela #02, Sesc Pompéia (1977), Lina Bo Bardi - série Brutiful, 2006

pigmento mineral sobre papel de algodão

85 x 85 cm

Hércules Barsotti | N. 3, 1988

acrílica vinílica sobre tela

120 x 120 cm

José Bechara | FluoFlux - série Esculturas gráficas (2007-2020), 2020

aço pintado

dimensões variáveis / variable dimensions

Cícero Dias | Composition - Espace, 1953

óleo sobre tela

100 x 81 cm

Leonardo Finotti | Museu Afro-Brasil #2 Ibirapuera (1951) série trans:paisagem, 2007-2012

pigmento mineral sobre papel de algodão

80 x 80 cm

Emanoel Araujo | Relevo, 2020

madeira pintada

160 x 110 cm

Eliane Prolik | Defórmica 94, 2020

fórmica e alumínio

102 x 84 cm

Leonardo Finotti | Auditório Ibirabuera #2 - Auditório Ibirapuera (2002), Tomie Ohtake, Oscar Niemeyer série trans:paisagem, 2006

pigmento mineral sobre papel de algodão

80 x 80 cm, ed. 1/5 + 2AP

Leonardo Finotti | Entrada #2 - Casa Rubens de Mendonça (1962), vilanova artigas - série Brutiful, 2010

pigmento mineral sobre papel de algodão

80 x 80 cm

Alfredo Volpi | Sem título, déc. 1950

têmpera sobre cartão

Alfredo Volpi | Sem título, c. 1953

carvão sobre papel

32 x 46,5 cm

Leonardo Finotti | Museu Afro-Brasil #1 e #2 Ibirapuera (1951) série trans:paisagem, 2007-2012

pigmento mineral sobre papel de algodão

80 x 80 cm

Leonardo Finotti | MASP #1 - MASP (1956), Lina Bo Bardi série trans:paisagem, 2015-2017

pigmento mineral sobre papel de algodão

80 x 80 cm, 1/5 + 2AP

Leonardo Finotti | MASP #2 - MASP (1956), Lina Bo Bardi série trans:paisagem, 2015-2017

pigmento mineral sobre papel de algodão

80 x 80 cm, ed. 1/5 + 2AP

Carmelo Arden Quin | Uand, 1949

óleo sobre cartão sobre madeira

32,7 x 37,5 cm

Geraldo de Barros | Sem título, 1990

laminado plástico sobre madeira

122 x 122 cm

 

Arquitetura da Forma

 

As fotografias de Leonardo Finotti operam uma objetiva de recodificação de códigos construtivos, que expressa diversos olhares conceituais matéricos e plásticos. Porém, há em seu âmago questões latentes de regionalidade paulista. No qual as lentes invertem e extraem do contexto as edificações, ao mesmo tempo em que transformam as estruturas em “objetos”[1]. Em um olhar construtivo, quando se entrelaçam e se aproximam da elegância[2] imagética das esculturas arquitetônicas de Hilla e Bernd Becher.

O foco de Finotti carrega uma experiência[3] sensível para a construção moderna, operada a um modo de ver a cidade brasileira nos seus mínimos aspectos escultóricos edificantes. Deflagrados entre tempos, que intensificam detalhes ao romper o dentro e o fora das estruturas de concreto armado em suas sinuosas curvas. No delinear das paralelas, curvas e coordenadas, as linhas construtivas adentram uma cidade industrial, em sua frenética vivência, que se torna quase impossível experimentar suas particularidades. E assim, nos torna cidadãos dependentes de imagens[4], por consequências de uma sociedade moderna e liquida[5], como a cidade, São Paulo, que também é retratada nas lentes do fotógrafo. Uma cidade vilarejo até o início do século XX, muito oposta à capital do país, Rio de Janeiro. Mas tem o seu cenário modificado devido também à efervescência cultural ocorrida a partir da Semana de 22. Assim, São Paulo passa a se tornar ,através das décadas, cada vez mais industrial, e em pouco tempo se transforma na capital financeira do país. E com isso a arquitetura foi se transfigurando em uma paisagem concreta eclética, em conceitos que se fundem acerca do Construtivismo Russo, do Neoplasticismo holandês e da Bauhaus. Conceitos que não só estão nos princípios arquitetônicos, mas também em um ideário plástico[6] ao experimentar os jogos das formas geométricas, aliados ao objetivismo extraído da matéria e em composição harmônica. Estas linguagens estavam em busca de uma renovação dos valores artísticos, operados nas relações entre espaço, tempo, movimento e matéria, fundidos a questões próprias postas por conceitos plásticos de uma arte moderna brasileira, em um diálogo entre gerações artísticas. 

Deste modo, a exposição Arquitetura da Forma apresenta uma concisa série em preto e branco do fotógrafo Leonardo Finotti, que traz minuciosa reflexão sobre o pensamento plástico e arquitetônico moderno da cidade de São Paulo, com um olhar sensível para o concreto armado. Que serão justapostos a diferentes gerações artísticas, como Alfredo Volpi com suas fachadas, que tensionam uma arquitetura harmônica em meio ao colorismo que se enrique em textura; Carmelo Arden Quin com suas sinuosidade espacial por constituir ininterruptos planos; Cícero Dias com geometrização sensível, dando, assim, ao espaço um caráter lírico a linhas construtivas. Onde Eliane Prolik cria um jogo de linguagem com a Defórmica, e orienta para um novo espaço; e entre os vãos dos relevos de Emanoel Araújo, que rompem as fronteiras também por meio das linhas da pintura de Geraldo de Barros e Hércules Barsotti, ou na desconstrução espacial da forma por José Bechara. De modo que estes artistas intensificam o campo da forma, e ao mesmo tempo a quebram com paradigmas postos também por uma modernidade, sobre uma ilusão de ordem[7] e eficiência[8], conceitualizadas por uma linguagem espacial de metáfora social [9], mas que os artistas revelam e expõem como uma Unidade Tripartida[10].

 

 

 

 

 

[2] Ziegler, Ulf Erdmann. O léxico industrial de Bernd e Hilla Becher. Revista Zum. 14 de outubro de 2015. https://revistazum.com.br/revista-zum-1/hilla-becher/

[3] Sontag, Susan. Sobre Fotografia. p, 13.

[4] Ibidem; p, 13.

[5] Bauman, Zygmunt. Modernidade Liquida. Editora Zahar, 1999.

[6] Zanini, Walter (org). História Geral Da Arte No Brasil Vol. II. Editora Instituto Walther Moreira Salles, 1983. p, 653.

[7] Wisnik, Guilherme. A “anarquitetura” de Matta Clark. Folha de S. Paulo, 2006. r

[8] Ibidem; Folha de S. Paulo, 2006.

[9] Ibidem; Folha de S. Paulo, 2006.

[10] Bill, Max. 1948-1949, aço inoxidável, 114 x 88,3 x 98,2 cm.

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